Artwork
Retrato de Nikolai G. Shcherbatov (1777-1845)

Retrato de Nikolai G. Shcherbatov (1777-1845) is an oil painting by the Neoclassicist artist Unknown. It dates from 1822 and is held in the collection of the Hermitage Museum. The oil painting portrays Nikolai G.
About this work
Visão Geral
Encomendado pelo imperador Alexandre I, a pintura integra um projeto monumental de galeria que comemora proeminentes comandantes militares russos.
Retrato de Nikolai G. Shcherbatov (1777-1845) é uma pintura a óleo sobre tela criada por volta de 1822 por George Dawe e seu ateliê. Medindo 70 por 62,5 cm, a obra faz parte da Galeria Militar do Palácio de Inverno, no Museu Estatal do Ermitage, em São Petersburgo, onde ostenta o número de inventário GE-8078. O retrato de meio corpo representa o príncipe Nikolai Grigoryevich Shcherbatov, um tenente-general que serviu nas Guerras Napoleônicas, vestindo o uniforme do 2º Regimento Ulan Ucraniano. Encomendado pelo imperador Alexandre I, a pintura integra um projeto monumental de galeria que comemora proeminentes comandantes militares russos.
Sujeito e Significado
A pintura retrata o príncipe Nikolai Grigoryevich Shcherbatov como um distinto comandante militar, cujo status é comunicado por meio de detalhes meticulosos do uniforme e condecorações. Ele veste o uniforme de general do 2º Regimento Ulan Ucraniano, introduzido em 1818, apresentando uma alta gola vermelha, painel vermelho no peito, mangas escuras e epaulettes douradas com franja densa. Uma faixa dourada, provavelmente a alça da cartucheira ou do cinto de munição, cruza seu peito. Suas condecorações destacam seu serviço: ao redor do pescoço estão as cruzes da Ordem de São Vladimir, 3ª classe, e da Ordem de Santa Ana, 2ª classe. Na parte frontal do casaco, encontram-se as cruzes da Ordem Prussiana da Águia Vermelha, 2ª classe, e da Pour le Merite. No lado direito do peito, está a cruz da Ordem de São Jorge, 4ª classe, e a medalha de prata Em Memória da Guerra Patriótica de 1812, na fita de Santo André. Uma inscrição no verso lê-se Pce Scherbatof, enquanto a inscrição na moldura identifica erroneamente sua inicial como I em vez de G.
Técnica e Estilo
Executada a óleo sobre tela, a pintura demonstra os métodos de produção colaborativa do ateliê de Dawe, que frequentemente dividia o trabalho entre o mestre e seus assistentes. A pincelada varia ao longo da composição: um tratamento suave e fundido define o rosto, garantindo uma representação realista e polida do retratado, enquanto uma pincelada mais texturizada e com impasto articula os elementos dourados, como as epaulettes, e a franja do tecido, proporcionando um contraste tátil. A luz incide uniformemente da esquerda, iluminando o rosto e o peito de Shcherbatov contra um fundo quente e dourado. Uma cortina drapeada é visível na borda direita, adicionando uma convenção tradicional de retrato. A superfície exibe extensa craqueladura em toda a extensão, indicando a idade da obra e sua história material.
História e Proveniência
O Comitê do Estado-Maior aprovou a inclusão de Shcherbatov na Galeria Militar em 7 de agosto de 1820, e Alexandre I ordenou o retrato em 25 de março de 1822. Na época, Shcherbatov estava reformado e vivia em Moscou, e permanece desconhecido se ele viajou a São Petersburgo para posar para Dawe ou se enviou um retrato existente para cópia. Dawe recebeu seu pagamento em 4 de abril de 1824, e a tela concluída foi aceita no Ermitage em 7 de setembro de 1825. A pintura permaneceu na coleção do Museu Estatal do Ermitage desde sua aceitação formal, onde continua a ser mantida como parte da Galeria Militar.
Contexto
Este retrato pertence à enorme comissão de George Dawe para pintar mais de 300 retratos de generais que participaram das Guerras Napoleônicas para a Galeria Militar do Palácio de Inverno. Dawe, um pintor britânico, dependeu fortemente de seu ateliê para atender à enorme demanda deste projeto estatal. O registro militar de Shcherbatov justificou sua inclusão; ele iniciou a campanha de 1812 como coronel e comandante do 2º Regimento de Cossacos Regulares Ucranianos, realizando incursões nas comunicações de retaguarda francesas no Ducado de Varsóvia. Durante as campanhas estrangeiras de 1813, lutou na Polônia e na Alemanha, ganhando promoção a major-general por suas ações na travessia do rio Bobr, e participou dos bloqueios de Dresden e Mainz. Na campanha de 1814 na França, foi ferido durante o cerco de Metz e concluiu seu serviço diante das muralhas de Paris.
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