Artwork

Kaart van Damme en de Spaanse grensforten bij Sluis

Kaart van Damme en de Spaanse grensforten bij Sluis, by Jacques Lobberecht, oil, 1660
Kaart van Damme en de Spaanse grensforten bij Sluis, by Jacques Lobberecht, oil, 1660

Kaart van Damme en de Spaanse grensforten bij Sluis is an oil painting by the Dutch Golden Age artist Jacques Lobberecht. It dates from 1660 and is held in the collection of the Groeningemuseum.

About this work

Visão Geral

A obra faz parte da coleção do Groeningemuseum em Bruges, integrante de Musea Brugge, sob o número de inventário 0000.

Kaart van Damme en de Spaanse grensforten bij Sluis é uma grande pintura a óleo sobre tela executada em 1660 por Jacques Lobberecht, um agrimensor jurado ativo na região flamenga. Medindo 132 por 204,5 centímetros, esta obra cartográfica apresenta uma vista de pássaro da cidade fortificada de Damme e das instalações militares ao longo da fronteira com o território sob domínio espanhol próximo a Sluis. A obra faz parte da coleção do Groeningemuseum em Bruges, integrante de Musea Brugge, sob o número de inventário 0000.GRO0231.I. Ela representa um exemplo significativo da arte cartográfica flamenga do século XVII, combinando precisão topográfica com execução pictórica decorativa para documentar uma fronteira estrategicamente sensível durante as tensões militares contínuas entre os Países Baixos dos Habsburgos espanhóis e a República Holandesa.

Tema e Significado

A pintura retrata a cidade fortificada de Damme, situada entre Bruges e Sluis na Flandres, juntamente com as fortificações de fronteira espanholas posicionadas em frente à cidade sob controle holandês de Sluis. A inscrição no cartucho identifica edifícios e praças-chave de Damme por meio de uma legenda alfabética: o mercado, a speyhouse, o mercado de grãos, o Slecke, a prefeitura, o St. Janshuus, a grande igreja, o local da forca, a casa do governador, os portões e outras características civis. A inscrição também indica a escala de cem varas de Bruges. Além da própria cidade, a pintura se estende para mostrar os fortes de fronteira espanhóis no território de Carlos V da Espanha, bem como as águas costeiras do Mar do Norte com embarcações, o estuário do Zwin e montanhas pálidas ao longe. A rosa dos ventos em vermelho e dourado no canto superior esquerdo orienta o espectador, enquanto os dois cartuchos ornamentados, um retangular com texto explicativo e outro oval com decoração dourada em espiral, enquadram as informações cartográficas de maneira típica de levantamentos militares formais. A inclusão de pequenas figuras e cavalos próximos aos edifícios anima a cena sem desviar do propósito documental. A obra funciona, portanto, simultaneamente como um registro cívico da arquitetura de Damme, um levantamento militar das instalações defensivas e uma afirmação de reivindicações territoriais em uma região fronteiriça contestada.

Técnica e Estilo

Lobberecht executou a obra a óleo sobre tela, empregando uma superfície lisa com detalhes finos característicos da pintura cartográfica. A paleta consiste em verdes profundos para o terreno, marrons terrosos para estradas e edifícios, azuis e cinzas apagados para a cidadela em forma de estrela e as fortificações, azuis pálidos para a água e o céu, e brancos cremosos para os realces. A luz incide uniformemente sobre a cena sem sombras fortes, facilitando a leitura clara das informações topográficas. A massiva cidadela em forma de estrela com múltiplos baluartes domina o canto inferior esquerdo, renderizada com precisão geométrica, enquanto um rio ou canal corta horizontalmente o plano médio, ramificando-se em cursos d'água menores. Estradas em marrom-alaranjado pálido atravessam o campo, conectando aglomerados de assentamentos. O canto superior direito revela uma costa com navios em águas prateadas. O efeito geral é de um levantamento militar preciso e decorativo que equilibra utilidade cartográfica com refinamento estético. As dimensões substanciais da pintura, 132 por 204,5 centímetros, permitem detalhes extensos, mantendo a legibilidade da complexa paisagem fortificada.

História e Procedência

A pintura foi encomendada em 1660 por Don Diego Durquein, governador de Damme, conforme registrado na inscrição do cartucho. Lobberecht concluiu a obra em maio daquele ano, assinando-a como agrimensor jurado da terra da Flandres. A inscrição afirma explicitamente que o mapa foi feito a pedido do nobre governador e mostra as fortificações como se encontravam na época. A obra entrou na coleção do Groeningemuseum em Bruges, onde agora é mantida como parte de Musea Brugge. Foi documentada fotograficamente por Hugo Maertens para o banco de dados Art in Flanders e está disponível através do LUKAS - Art in Flanders. A pintura é identificada no inventário do museu como 0000.GRO0231.I e foi reproduzida comercialmente através da Bridgeman Images. Não há registro extenso de história de exposição nas fontes disponíveis, embora sua presença na coleção do Groeningemuseum garanta acesso público.

Contexto

Jacques Lobberecht trabalhou como agrimensor jurado na Flandres durante um período de intensa atividade de engenharia militar ao longo da fronteira fragmentada entre os Países Baixos dos Habsburgos espanhóis e a República Holandesa. O ano de 1660 ocorreu durante a paz incerta após o Tratado de Westfália (1648), quando as fortificações fronteiriças permaneceram cruciais para a defesa territorial e reivindicações. A pintura reflete o gênero especializado de pintura cartográfica que floresceu nos Países Baixos, onde a habilidade artística servia a necessidades militares e administrativas. A posse desta obra pelo Groeningemuseum a situa dentro de uma coleção mais ampla de arte flamenga que documenta o patrimônio urbano e paisagístico da região. A atenção acadêmica a Lobberecht foi limitada, sendo o artista conhecido principalmente através desta obra assinada e datada, e não por um corpo documentado substancial de obras. O valor da pintura reside em seu testemunho sobre a interseção entre prática artística, levantamento militar e patrocínio cívico nos Países Baixos espanhóis.

Legado

Kaart van Damme en de Spaanse grensforten bij Sluis sobrevive como a principal obra documentada pela qual Jacques Lobberecht é conhecido, servindo como um artefato-chave para compreender a prática de agrimensura e pintura cartográfica na Flandres do século XVII. O status de domínio público da pintura, confirmado por sua dedicação CC0 através do Wikimedia Commons, facilitou sua ampla disseminação em formato digital, incluindo reproduções em alta resolução. Sua disponibilidade através do banco de dados Art in Flanders e licenciamento comercial via Bridgeman Images expandiu seu alcance além de públicos especializados. Para historiadores da cartografia, arquitetura militar e arte flamenga, a obra fornece evidências concretas de como territórios fronteiriços foram visualizados e reivindicados por meio de mapas pintados. A inscrição detalhada preserva informações sobre o tecido urbano e a governança de Damme que de outra forma se perderiam, enquanto a representação dos fortes de fronteira espanhóis oferece documentação visual rara de fortificações em uma zona contestada. A pintura permanece na coleção permanente do Groeningemuseum, acessível a pesquisadores e ao público como um registro tangível da Flandres da década de 1660.

Map of the Zwin Area
Map of the Zwin Area, Jan de Hervy

Artist & collection

Artist

Jacques Lobberecht

Jacques Lobberecht kept a pet marmot in his Paris studio, letting it nap on his paint rags between sessions.

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