Artwork
Portrait of a Lion

Portrait of a Lion is an oil painting by the Realist artist Rosa Bonheur. It dates from 1890 and is held in the collection of the Museo del Prado.
About this work
Assunto e Significado
A obra, intitulada El Cid (também conhecida como Portrait of a Lion), retrata a cabeça de um majestoso leão de frente, executada no estilo de um retrato humano.
A obra, intitulada El Cid (também conhecida como Portrait of a Lion), retrata a cabeça de um majestoso leão de frente, executada no estilo de um retrato humano. O animal é identificado como provavelmente sendo um leão do Atlas, sugerido pelas montanhas distantes visíveis atrás de sua juba. Simbolicamente, o título Cid remete a um termo árabe para 'senhor' ou 'mestre', aludindo a um arquétipo que se opõe à servilidade. Por meio dessa representação, a artista, Rosa Bonheur, é compreendida como tendo defendido uma feminilidade definida por sua própria força e identidade, e não por uma perspectiva masculina. O leão em si representa uma natureza poderosa e nobre, qualidade que a artista reconhecia em seus modelos e buscava transmitir por meio de seu estilo realista e naturalista.
Técnica e Estilo
A obra é executada em tinta a óleo sobre suporte de tela vertical (fontes 1,2,3). Bonheur retrata a cabeça do leão em um close-up semelhante a um retrato, usando uma técnica naturalista que captura os olhos brilhantes e a juba luminosa do animal (fontes 3,4). A pintura alinha-se às escolas realista e naturalista e pertence ao gênero animalier, refletindo a influência do pintor de Barbizon Constant Troyon e do especialista britânico em animais Edwin Landseer (fonte 4).
História e Proveniência
Concluída em 1879, esta pintura a óleo foi criada por Rosa Bonheur durante um período em que ela frequentemente utilizava leões do Atlas como modelos. A obra foi doada ao Museo del Prado em Madrid no mesmo ano pelo negociante de arte Ernest Gambart, amigo próximo da artista. Essa doação reforçou significativamente a reputação de Bonheur na Espanha, levando-a a receber a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica. Após sua chegada, a tela permaneceu nos depósitos do museu por quase 140 anos, invisível ao público até 2017. Foi brevemente exibida durante a exposição "La mirada del otro" antes de entrar para a coleção permanente em setembro de 2019. A pintura posteriormente integrou a doação de Léon Henri Lefèvre ao museu; Lefèvre era sobrinho de Gambart. A pintura é conservada pelo Museo Nacional del Prado, Madrid, com detalhes de aquisição registrados no catálogo online do museu. Ela entrou na coleção como doação do negociante Ernest Gambart em 1879 e posteriormente integrou uma doação de seu sobrinho, Léon Henri Lefèvre. Após décadas em depósito, a obra foi exibida publicamente pela primeira vez na exposição de 2017 do Prado La mirada del otro. Escenarios para la diferencia, marcando sua única exibição pública documentada até sua inclusão nas galerias permanentes a partir de setembro de 2019. Ela subsequentemente viajou para Invitadas. Fragmentos sobre mujeres, ideología y artes plásticas en España (1833-1931) no Prado, Rosa Bonheur no Musée d'Orsay, e a exposição em Bordeaux, onde serviu como imagem promocional do evento.
Contexto
Os retratos de animais de Rosa Bonheur, incluindo Portrait of a Lion (também conhecido como El Cid), consolidaram sua reputação dentro da tradição animalier do século XIX. A obra é citada na monografia de 1908 de Anna Klumpke sob o título A Young Prince (Head of a Lion), ressaltando seu reconhecimento dentro da obra de Bonheur e a própria formulação da artista do sujeito felino como um tema nobre semelhante ao retrato. Estudiosos situam El Cid no período tardio de Bonheur, quando ela recorria repetidamente a leões, estudados na Ménagerie de Paris e posteriormente em sua propriedade em By, para transmitir majestade e força. A inclusão da pintura na exposição de 2017 do Prado La mirada del otro marcou sua primeira exibição pública desde que entrou na coleção em 1879, refletindo seu longo período de inatividade em depósito e subsequente reabilitação dentro de narrativas historiográficas de leituras queer e feministas da cultura visual do século XIX.
Legado
A chegada da pintura ao Museo del Prado em 1879, doada pelo negociante Ernest Gambart, ajudou a elevar a reputação de Bonheur na Espanha, onde ela foi subsequentemente agraciada com a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica. A obra foi copiada por artistas como Ramón Martí Alsina, evidenciando o prestígio que alcançou ao entrar em coleções espanholas, e uma gravura de Gilbert, retocada pela própria Bonheur a lápis, também circulou como reprodução. Após cerca de 140 anos em depósito, a tela ressurgiu para a exposição de 2017 La mirada del otro no Prado, impulsionando a campanha nas redes sociais #UnaRosaParaElPrado. Desde setembro de 2019, faz parte da coleção permanente do museu e foi emprestada para exposições no Musée d'Orsay e no Musée des Beaux-Arts de Bordeaux, sendo este último que a selecionou como imagem da exposição.
Artist & collection
Artist
Rosa Bonheur was a French artist known best as a painter of animals (animalière).

















