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Texto, Fólio 37 (verso), de um Manuscrito da Perfeição da Sabedoria em Oito Mil Linhas (Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra)

Texto, Fólio 37 (verso), de um Manuscrito da Perfeição da Sabedoria em Oito Mil Linhas (Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra), by Unknown, unspecified, 1119
Texto, Fólio 37 (verso), de um Manuscrito da Perfeição da Sabedoria em Oito Mil Linhas (Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra), by Unknown, unspecified, 1119

Texto, Fólio 37 (verso), de um Manuscrito da Perfeição da Sabedoria em Oito Mil Linhas (Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra) is an unspecified painting by Unknown. It dates from 1119 and is held in the collection of the Cleveland Museum of Art.

About this work

Visão Geral

Texto, Fólio 37 (verso), de um Manuscrito da Perfeição da Sabedoria em Oito Mil Linhas (Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra) é uma página manuscrita em folha de palmeira datada de domingo, 14 de setembro de 1119, correspondente ao ano 239 do Samvat Newar, no mês de Ashvina. O fólio foi escrito no leste da Índia, em Bihar, no Mosteiro de Vikramashila, e atualmente integra a coleção do Cleveland Museum of Art, onde é classificado como pintura. O manuscrito foi encomendado por um monge nepalês chamado Aryashrimittra nesta importante universidade monástica e representa um artefato crucial da cultura textual budista Mahayana e da transmissão da filosofia budista da Índia para o Himalaia. A obra é significativa tanto como objeto religioso quanto como evidência da mobilidade de monges, manuscritos e práticas artísticas através das fronteiras sul-asiáticas no início do século XII.

Tema e Significado

Essas pinturas foram adicionadas por artistas nepaleses após o manuscrito ter sido trazido da Índia para o Nepal, integrando devoção visual ao estudo textual.

O fólio contém texto do Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra, uma das escrituras mais antigas e fundamentais do budismo Mahayana. O texto apresenta sua mensagem doutrinária central, o conceito de vacuidade (sunyata), por meio de um diálogo entre o Buda e seu discípulo, o arhat Subhuti. Este ensinamento expande a doutrina budista do não-eu para afirmar que todos os fenômenos carecem de um núcleo essencial e imutável. O manuscrito como um todo, composto por 188 fólios de folha de palmeira, era um objeto de culto, venerado ao lado de imagens budistas sagradas. Embora este fólio específico, o fólio 37 verso, contenha apenas texto sem ilustração, o manuscrito inclui imagens pintadas de Budas, bodisatvas e outros seres iluminados nas faces internas das capas de madeira e em três pares de fólios facing no início, meio e fim. Essas pinturas foram adicionadas por artistas nepaleses após o manuscrito ter sido trazido da Índia para o Nepal, integrando devoção visual ao estudo textual.

Técnica e Estilo

O fólio foi executado em têmpera com goma e tinta sobre folha de palmeira, suporte padrão para manuscritos no sul da Ásia durante este período. A página é longa e estreita, com dois furos circulares perfurados no centro para cordões de encadernação, característica típica de manuscritos em folha de palmeira. O texto está disposto em três colunas densas de linhas horizontais precisas e uniformes, em escrita indiana, provavelmente sânscrita. A caligrafia é cuidadosa e consistente, sugerindo execução profissional por escribas. A paleta é limitada ao marrom-avermelhado quente da folha de palmeira preparada e ao preto profundo da tinta. As bordas do fólio são ligeiramente irregulares e desgastadas, indicando idade e manuseio. Não há ilustrações, figuras ou elementos decorativos nesta página específica, apenas texto, com pequenas anotações marginais ou números visíveis próximos aos furos de encadernação. A aparência geral reflete a clareza funcional da produção de manuscritos budistas, onde a legibilidade e a correção ritual prevaleciam sobre a ornamentação nos fólios textuais propriamente ditos.

História e Procedência

De acordo com o colofão ao final do manuscrito, o monge nepalês Aryashrimittra viajou para a universidade monástica de Vikramashila, no nordeste da Índia, onde encomendou esta cópia do texto sagrado. Em seguida, transportou o manuscrito de volta ao Nepal, onde artistas nepaleses posteriormente adicionaram as iluminuras pintadas. O movimento de monges e manuscritos entre a Índia e o Nepal constituiu o principal mecanismo para a transmissão do budismo ao Himalaia. O manuscrito foi adquirido pelo Cleveland Museum of Art através das Heeramaneck Galleries, em Nova York, e foi comprado com fundos do J. H. Wade Fund em 1938, recebendo o número de acesso 1938.301. As informações de procedência indicam que detalhes sobre o objeto podem não estar atualmente precisos, sinalizando atenção acadêmica contínua à sua história de propriedade. O manuscrito permanece na coleção do Cleveland Museum of Art.

Contexto

O Ashtasahasrika Prajnaparamita desenvolveu-se gradualmente de aproximadamente o primeiro século a.C. ao primeiro século d.C., com consenso acadêmico situando suas origens no centro ou sul da Índia, embora nenhuma procedência definitiva tenha sido estabelecida. O texto pertence ao estrato inicial da literatura da Perfeição da Sabedoria, que se expandiu entre os séculos II e IV d.C. em escrituras maiores, como o Satasahasrikaprajnaparamita. O culto budista do livro, particularmente no budismo Newar, elevou tais manuscritos a objetos de veneração. O manuscrito de Cleveland exemplifica a tradição Pala de manuscritos iluminados, embora, neste caso, as pinturas tenham sido executadas por artistas nepaleses e não por pintores indianos. O colofão do manuscrito fornece valiosa documentação histórica sobre viagens monásticas transfronteiriças e patronato, enquanto a presença de materiais devocionais na capa do livro atesta seu uso ritual contínuo. A obra foi destaque em iniciativas de humanidades digitais, com suas imagens disponibilizadas por meio de plataformas como o Internet Archive e o Google Arts and Culture.

Legado

Este manuscrito constitui evidência primária dos mecanismos de transmissão textual e artística budista entre a Índia e o Nepal no período medieval. O movimento de Aryashrimittra do Nepal para Vikramashila e de volta ilustra as redes pessoais que sustentaram a cultura budista Mahayana além das fronteiras políticas. Como objeto que era tanto lido quanto venerado, o manuscrito incorpora a integração de práticas intelectuais e devocionais no budismo Mahayana. Sua preservação no Cleveland Museum of Art garante acesso contínuo de estudiosos a um momento crítico na história budista do Himalaia. O manuscrito foi digitalizado e disseminado por meio de múltiplas plataformas online, ampliando seu alcance além do acesso físico. Os fólios deste manuscrito, incluindo o fólio 37 verso, contribuem para pesquisas contínuas sobre as tradições manuscritas Pala e nepalesas, práticas de escribas e a cultura material do ritual budista. A obra permanece como referência fundamental para compreender como textos sagrados viajaram, foram embelezados e venerados em todo o mundo budista do sul da Ásia medieval.

Text, Folio 33 (verso), from a Manuscript of the Perfection of Wisdom in Eight Thousand Lines (Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra)
Text, Folio 33 (verso), from a Manuscript of the Perfection of Wisdom in Eight Thousand Lines (Ashtasahasrika Prajnaparamita-sutra), Unknown

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Unknown

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