Artwork
A Chegada do Kattendijk em Texel, 22 de julho de 1702

A Chegada do Kattendijk em Texel, 22 de julho de 1702 is an oil painting by the Dutch Golden Age artist Ludolf Bakhuizen. It dates from 1702 and is held in the collection of the National Gallery of Ireland.
About this work
Visão Geral
Medindo 133 por 111 cm, a obra retrata o retorno de um navio da Companhia Holandesa das Índias Orientais à ilha de Texel.
A Chegada do Kattendijk em Texel, 22 de julho de 1702 é uma pintura marinha a óleo sobre tela do artista holandês de origem alemã Ludolf Bakhuizen, datada de 1702. Medindo 133 por 111 cm, a obra retrata o retorno de um navio da Companhia Holandesa das Índias Orientais à ilha de Texel. Faz parte da coleção da National Gallery of Ireland, em Dublin, tendo sido adquirida por compra na Christie's em 1883. A pintura representa um exemplo significativo da fase tardia da carreira de Bakhuizen, quando ele se consolidou como o principal pintor marinho dos Países Baixos após a partida da família Van de Velde para a Inglaterra em 1672.
Tema e Significado
A pintura registra a chegada do Kattendijk, um navio de 759 toneladas da frota da Companhia Holandesa das Índias Orientais construído em Zelândia em 1694, à ilha de Texel em 22 de julho de 1702. A embarcação é identificada pelo nome em sua popa. O navio havia partido de Batávia em novembro de 1701 com 90 marinheiros e 25 soldados a bordo, contornou o Cabo da Boa Esperança em fevereiro de 1702 e retornou como parte de uma frota de 19 navios. O Sion, outra embarcação dessa frota, aparece à esquerda. A composição centra-se no grande navio de três mastros com velas infladas, hasteando uma bandeira em seu mastro principal, cercado por embarcações menores, incluindo um barco de mastro único com vela bege e um bote a remo com figuras em primeiro plano. A cena glorifica o comércio marítimo holandês e o alcance global da VOC, temas centrais na obra de Bakhuizen.
Técnica e Estilo
Bakhuizen executou a obra a óleo sobre tela. A paleta emprega azuis, cinzas e brancos para o céu e a água, com marrons e ocre quentes para os cascos e as velas. A luz rompe a cobertura de nuvens, iluminando as velas e criando manchas de sombra na água. A pincelada representa cordame, bandeiras e cristas das ondas com detalhe preciso, ao mesmo tempo que permite suavidade atmosférica no céu distante. Espumas brancas e cavados escuros sugerem vento e movimento em toda a composição. Nesta fase tardia de sua carreira, Bakhuizen afastou-se da tonalidade cinza-prateada e das obras monocromáticas de seu período inicial, adotando uma paleta mais clara com cores mais vivas. Sua abordagem diferenciou-o dos Van de Velde, que se concentravam mais nos aspectos técnicos dos navios e em batalhas navais, enquanto Bakhuizen enfatizava o clima em constante mudança e os céus magníficos dos Países Baixos.
História e Proveniência
A pintura traz uma inscrição no canto inferior direito: "A° Katten Dyck 1702." Sua proveniência remonta à venda de F.W. Reynolds na Christie's em 10 de abril de 1883, lote 78, da qual foi adquirida para a National Gallery of Ireland. A obra foi exibida em várias ocasiões notáveis: Dutch Paintings of Golden Age from the Collection of the National Gallery of Ireland, que percorreu o Charles W. Bowers Memorial Museum em Santa Ana, Califórnia; o Midland Arts Council em Midland, Michigan; o Mint Museum em Charlotte, Carolina do Norte; o Center for the Fine Arts em Miami, Flórida; e o IBM Gallery of Science and Art em Nova York em 1987; Die Handelswelt Der Niederlande in Asien 1600-1800 na Stadtgalerie em Bamberg de 9 de outubro a 30 de novembro de 1988; e Masterpieces of the Dutch Golden Age no Ulster Museum em Belfast de 12 de setembro de 2019 a 26 de janeiro de 2020.
Contexto
Ludolf Bakhuizen nasceu em Emden, Frísia Oriental, em 28 de dezembro de 1630, e chegou a Amsterdã por volta de 1650, onde trabalhou como escrivão de comerciante antes de dedicar-se à arte a partir do final da década de 1650. Estudou com Allart van Everdingen e Hendrik Dubbels e tornou-se membro do guilda de pintores de Amsterdã em 1663. Quando Willem van de Velde, o Velho e o Jovem, partiram para a Inglaterra em 1672, com a retomada das hostilidades entre os Países Baixos e a Inglaterra, Bakhuizen sucedeu-os como o principal pintor marinho holandês. Sua fama atraiu importantes patronos europeus, incluindo o Grão-Duque Cosimo III de Médici, o Rei Frederico I da Prússia, o Eleitor da Saxônia e o Czar Pedro, o Grande, este último supostamente tendo recebido aulas de desenho com ele. A obra de Bakhuizen frequentemente glorificava Amsterdã e o comércio mercantil que tornara a cidade grande, e ele produziu suas primeiras gravuras em 1701, aos 71 anos, como parte desse projeto contínuo.
Legado
A Chegada do Kattendijk em Texel, 22 de julho de 1702 permanece como um documento fundamental do estilo tardio de Bakhuizen e da pintura marinha holandesa na virada do século XVIII. A obra demonstra que Bakhuizen, com aproximadamente 72 anos, não havia perdido seu brilho técnico. O tema histórico específico da pintura, registrando uma viagem real da Companhia Holandesa das Índias Orientais, combina-se com sua característica atenção aos efeitos atmosféricos para produzir uma obra que serve tanto como propaganda comercial quanto como conquista artística. A presença da pintura na coleção da National Gallery of Ireland garante sua visibilidade contínua nos estudos sobre a pintura marinha holandesa do Século de Ouro e sobre o alcance global do comércio holandês no período moderno inicial. Sua história de exposições, incluindo a recente mostra no Ulster Museum em 2019-2020, atesta seu interesse duradouro para o público geral.
Artist & collection
Artist
Ludolf Bakhuizen (28 December 1630 or 1632 – 7 November 1708) was a German-born Dutch painter, draughtsman, calligrapher and printmaker.
















