Artwork

Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf

Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf, by Rigaud Hyacinthe, oil, 1729
Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf, by Rigaud Hyacinthe, oil, 1729

Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf is an oil painting by the Baroque artist Rigaud Hyacinthe. It dates from 1729 and is held in the collection of the Kunsthistorisches Museum.

About this work

Assunto e Significado

O retrato de 1729 representa Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf com as insígnias da Ordem do Tosão de Ouro, sublinhando seu posto diplomático e seu serviço imperial. A composição de Rigaud enfatiza o status do retratado por meio do colar proeminente da ordem, símbolo do prestígio dos Habsburgo e da honra cortesã, enquanto o traje tradicional e a postura confiante reforçam seu papel como chanceler do Sacro Império Romano-Germânico. A iconografia da pintura alinha-se à retratística diplomática de Rigaud, utilizando atributos como o caduceu e o chapéu alado para evocar Hermes, mensageiro dos deuses e emblema da negociação. A inclusão de Sinzendorf na linguagem visual do Tosão de Ouro, uma ordem cujas insígnias ele usava, posiciona-o dentro de uma linhagem de conselheiros imperiais confiáveis, sinalizando tanto realização pessoal quanto lealdade dinástica.

Técnica e Estilo

Representa o conde com as vestes tradicionais da Ordem do Tosão de Ouro, exibindo um manejo virtuoso da luz e da textura que exemplifica a retratística barroca.

O retrato de Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf foi executado a óleo sobre tela em 1729 por Hyacinthe Rigaud. A obra mede 166 cm de altura e 132 cm de largura. Representa o conde com as vestes tradicionais da Ordem do Tosão de Ouro, exibindo um manejo virtuoso da luz e da textura que exemplifica a retratística barroca. A composição apresenta um fundo ricamente detalhado com símbolos alegóricos da diplomacia, incluindo um globo, uma esfinge, um caduceu e um chapéu alado. A pintura foi originalmente exibida no salão de Alphonse Mayer de Rothschild antes de entrar no Kunsthistorisches Museum, em Viena, após sua restituição à família em 1999.

História e Proveniência

O retrato de Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf foi encomendado pelo próprio conde para comemorar seu papel nas negociações de paz anglo-espanholas. Pintado por Hyacinthe Rigaud, o trabalho começou durante a estadia de Sinzendorf no Congresso de Soissons em 1728, e a tela foi concluída, enviada para Viena e paga em 1729, conforme indicado pela data de início de 1729-01-01. Após permanecer na linhagem Sinzendorf, a pintura entrou na coleção Rothschild, pendurada no salão Régence da residência vienense do Barão Alphonse Mayer de Rothschild até 1948, quando passou para a Baronesa Clarisse de Rothschild. Foi então confiscada pelas autoridades nazistas e incorporada ao Kunsthistorisches Museum, em Viena. A obra foi restituída à família Rothschild em 1999, que prontamente a doou novamente ao museu no mesmo ano. O retrato de 1729 de Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf, por Hyacinthe Rigaud, é mantido pelo Kunsthistorisches Museum, em Viena. Segundo as fontes, a pintura pendia anteriormente no salão de estilo Régence do Barão Alphonse Mayer de Rothschild (1878-1942) em sua residência vienense na Theresianumgasse. Passou em 1948 para a Baronesa Clarisse de Rothschild, foi confiscada pelos alemães e entrou no Kunsthistorisches Museum. A pintura foi restituída à família em 1999, que a doou de volta ao museu no mesmo ano. Nenhum número de inventário ou de aquisição específico do Kunsthistorisches Museum é registrado nas fontes disponíveis. Além de sua instalação de longo prazo em Viena, a história de exposição documentada é limitada a obras relacionadas, e não à própria pintura: um desenho preparatório de Johann Georg Wille foi exibido na galerie Perrin em 1991, e um estudo mais detalhado é mantido pelo musée du Petit Palais, em Paris.

Contexto

O retrato de 1729 de Philipp Ludwig Wenzel von Sinzendorf, por Hyacinthe Rigaud, ancora o conde no cânone da retratística cerimonial da Europa do início do século XVIII, onde a autoconstrução aristocrática se intersectava com a bravura técnica dos pintores de corte franceses. Encomendado para comemorar o papel de Sinzendorf nas negociações de paz anglo-espanholas, a obra exemplifica a prática madura de Rigaud de sintetizar a semelhança individual com insígnias dinásticas, aqui o Tosão de Ouro e suas regalias enviadas de Bruxelas para garantir precisão. A história subsequente da pintura, confiscada durante a Segunda Guerra Mundial, restituída em 1999 e re-doada ao Kunsthistorisches Museum, espelha a proveniência turbulenta de muitos retratos aristocráticos do período, enquanto a sobrevivência de desenhos preparatórios e gravuras de reprodução de Claude Drevet e Johann Georg Wille destaca a circulação da imagem entre diferentes mídias. A atenção acadêmica concentrou-se na delegação estratégica de Rigaud na obtenção dos trajes e no papel da oficina na replicação da composição, revelando os mecanismos por trás do ilusionismo aclamado do pintor. A recepção crítica do retrato sempre enfatizou seus efeitos visuais deslumbrantes e a corporeidade carnal do retratado, traços que se alinham com relatos contemporâneos da capacidade de Rigaud de render textura e presença. Estudos da efígie anterior do conde, de 1701, conhecida principalmente através da gravura de Bernard Picart, destacam como a obra original de Rigaud foi repetidamente adaptada, seu aparato alegórico reaproveitado para amplificar a persona diplomática do retratado. Essas transmissões em camadas demonstram como as imagens de Rigaud funcionavam como moeda diplomática, reproduzidas em múltiplos formatos para assegurar a imagem transnacional do conde.

Legado

O retrato de 1729 do Conde Sinzendorf, por Hyacinthe Rigaud, alcançou reconhecimento duradouro por meio de gravuras de reprodução precisas que estenderam seu alcance além da tela original. O gravador Claude Drevet produziu uma transcrição exata da obra, preservando os efeitos visuais virtuosos de Rigaud para um público mais amplo. Além disso, o artista alemão Johann Georg Wille, admirador de Rigaud, criou dois estudos finos do retrato, provavelmente trabalhando a partir de uma cópia a óleo ou de desenhos originais por volta de 1739. Esses desenhos, notados por sua precisão, foram posteriormente vendidos em um leilão em Paris em 1763 como parte de um lote de estudos de mãos. O legado da obra também abrange um retrato anterior de 1701, de Rigaud, que permaneceu em grande parte esquecido por séculos e era conhecido principalmente por uma gravura imaginativa de Bernard Picart. Essa imagem de 1701 só foi positivamente identificada e reapareceu no mercado de arte no final do século XX, após a descoberta de um desenho preparatório em sanguina.

Portrait of Count Georg Wilhelm Werthern
Portrait of Count Georg Wilhelm Werthern, Ádám Mányoki

Artist & collection

Portrait of Rigaud Hyacinthe

Artist

Rigaud Hyacinthe

Jacint Rigau-Ros i Serra (Catalan pronunciation:; 18 July 1659 – 29 December 1743), known in French as Hyacinthe Rigaud (pronounced ), was a Catalan-French baroque painter most famous for his portraits of Louis XIV and other members of the…