Artist
Ernest Meissonier

France
Ernest Meissonier is a France Academic Art artist. 38 works are cataloged here, principally at Cleveland Museum of Art.
Jean-Louis-Ernest Meissonier was a French academic painter and sculptor. He became famous for his depictions of Napoleon and his military sieges and manoeuvres in paintings acclaimed both for the artist's mastery of fine detail and his assiduous craftsmanship. The English art critic John Ruskin examined his work at length under a magnifying glass, "marvelling at Meissonier's manual dexterity and eye for fascinating minutiae." Meissonier enjoyed great success in his lifetime, becoming, with Gérôme and Cabanel, one of "the three most successful artists of the Second Empire."
Visão Geral
Jean-Louis-Ernest Meissonier (21 de fevereiro de 1815-31 de janeiro de 1891) foi um pintor e escultor acadêmico francês que se tornou um dos artistas mais celebrados e comercialmente bem-sucedidos do Segundo Império. Renomado por sua precisão microscópica na pintura a óleo, especializou-se em dois gêneros distintos: cenas históricas intimistas que retratavam a vida burguesa dos séculos XVII e XVIII, e temas militares meticulosamente pesquisados, particularmente campanhas napoleônicas e contemporâneas. Suas obras alcançaram preços enormes em vida, e ele foi agrupado com Jean-Léon Gérôme e Alexandre Cabanel como um dos "três artistas mais bem-sucedidos do Segundo Império", monumento à ênfase da arte acadêmica na virtuosidade técnica e na autenticidade histórica, embora sua reputação tenha sofrido posteriormente com as críticas modernistas à sua abordagem conservadora.
Biografia e datas
Meissonier nasceu em Lyon em 21 de fevereiro de 1815, filho de Charles Meissonier, proprietário próspero de uma fábrica de tingimento em Saint-Denis, ao norte de Paris. A família mudou-se para Paris quando Ernest tinha três anos. Apesar das expectativas paternas de que ele entrasse no negócio de tingimento, para o qual foi brevemente aprendiz de um boticário na Rue des Lombards, os primeiros esboços de Meissonier de 1823 demonstraram sua inclinação artística. Aos dezessete anos, por volta de 1832, obteve permissão para seguir a arte, estudando primeiro com o mestre de desenho Jules Potier, que arranjou uma breve estadia de cerca de cinco meses no estúdio de Léon Cogniet. Também copiou mestres holandeses e flamengos no Louvre, formando seu estilo seguindo seu exemplo. Para se sustentar, Meissonier realizou extenso trabalho de ilustração para editores como Curmer, Hetzel, Dubocherhe e Tony Johannot, produzindo imagens para edições da Bíblia, obras de Jacques-Bénigne Bossuet, "Orlando Furioso" de Ludovico Ariosto, e "Paul et Virginie" e "La Chaumière indienne" de Bernardin de Saint-Pierre. Casou-se com Emma Steinhel, irmã do pintor Auguste Steinheil, em 1838; seus filhos incluíam Thérèse (nascida em 1840) e Jean Charles (nascido em 1848). Em 1846, comprou a Grande Maison em Poissy, que incluía estúdios de inverno e verão, e mais tarde serviu como prefeito de Poissy por um ano. Foi eleito para a Académie des Beaux-Arts em 1861, sucedendo Abel de Pujol, e posteriormente serviu como presidente do Institut de France e, em 1890, como o primeiro presidente da Société Nationale des Beaux-Arts refundada. Faleceu em 31 de janeiro de 1891 em sua mansão em Paris, no 131 boulevard Malesherbes, no 17º arrondissement, construída entre 1874 e 1877 pelo arquiteto Paul Boeswillwald, e foi sepultado no cemitério de La Tournelle em Poissy.
Estilo e movimento
Meissonier operou firmemente dentro do movimento da arte acadêmica, embora não fosse produto da École des Beaux-Arts. Sua técnica distinguia-se pela pintura a óleo microscópica em telas de pequena escala, um método que o crítico de arte John Ruskin examinou sob uma lupa, "maravilhando-se com a destreza manual de Meissonier e seu olho para minúcias fascinantes". Sua abordagem combinava o acabamento detalhado dos pintores de gênero holandeses do século XVII, particularmente Gabriel Metsu, Gerard ter Borch e Pieter de Hooch, com o rigor documental do século XIX na pesquisa de trajes, armaduras e observação naturalista. Théophile Gautier comparou-o aos mestres flamengos por sua evocação da atmosfera do período. Seus temas dividiam-se em duas categorias principais: cenas de gênero intimistas de bonshommes, ou bons companheiros, envolvidos em xadrez, jogos de cartas, música ou fumar; e narrativas histórico-militares. Críticos como Paul Mantz notaram a aparente limitação de seu repertório, enquanto outros elogiaram sua elegante pintura de tecidos e caracterização afiada, ainda que fria. Seu método de trabalho envolvia extensa pesquisa preparatória, incluindo a acumulação de uma "biblioteca de trabalho" de trajes e acessórios, estudos anatômicos no Jardin des Plantes e análise sistemática dos movimentos dos cavalos. Também produziu escultura, em grande parte em cera e argila plástica, como ferramentas de pesquisa para suas pinturas, descrevendo sua abordagem como a de "um escultor, sempre buscando o relevo".
Obras principais
A estreia de Meissonier no Salon ocorreu em 1834 com Les Bourgeois Flamands (também conhecida como The Visit to the Burgomaster), adquirida por Sir Richard Wallace e agora na Wallace Collection, em Londres, junto com outras quinze obras do artista. Isso inaugurou sua série de pinturas de gênero em miniatura a óleo. Outras obras significativas iniciais incluem The Chess Player (1841), que lhe valeu uma medalha; The Smoker (1849); e The Quarrel (La Rixe, 1855), apresentada por Napoleão III à Corte Inglesa. Suas comissões militares incluíram The Emperor Napoleon III at Solferino (1864), que levou mais de três anos para ser concluída, e 1814 (1864). Seu projeto mais ambicioso foi uma série de cenas de batalhas napoleônicas, incluindo Campaign of France, 1814 (1864), Friedland (1875, agora no Metropolitan Museum of Art) e 1805, the Cuirassiers before the Charge. Também retratou tragédias contemporâneas em Remembrance of Civil War (1848-49), baseado em sua experiência como capitão da Guarda Nacional durante os Dias de Junho, e Le Siège de Paris 1870-1871 (c. 1884). Em 1874, recebeu uma comissão para um mural no Panthéon, que não concluiu. Sua pintura The Guard (La Garde, 1874) recebeu menção favorável no Salon. Obras foram adquiridas por grandes colecionadores, incluindo William Thompson Walters de Baltimore (agora o Walters Art Museum) e William Vanderbilt de Nova York, através da Galerie Georges Petit, que o representou a partir da década de 1870.
Influências e alunos
As influências formativas de Meissonier incluíam os mestres holandeses e flamengos que estudou no Louvre, particularmente Gabriel Metsu, Gerard ter Borch, Pieter de Hooch e Vermeer, bem como artistas franceses como Chardin, Gravelot e Greuze. Sua formação inicial sob Jules Potier e breve associação com Léon Cogniet forneceram base institucional, embora ele fosse largely autodidata através da cópia e ilustração de livros. Entre seus companheiros artísticos estavam Honoré Daumier e Charles-François Daubigny. Teve relativamente poucos alunos, mas entre eles estavam seu filho Jean Charles Meissonier, Jean-Baptiste Édouard Detaille, que se tornou conhecido por suas próprias pinturas militares, e o pintor alemão Fritz Werner. Victor Geoffrey-Dechaume, amigo escultor, supostamente dirigiu o trabalho de Meissonier em pequenas figuras de estudo em 1848. Com o historiador Jules Michelet, incentivou o pintor de paisagens Paul Huet a buscar admissão na Académie des Beaux-Arts, embora sem sucesso.
Legado
A reputação póstuma de Meissonier sofreu flutuações significativas. Em vida, desfrutou de sucesso extraordinário: Marcel Proust na adolescência, Guy de Maupassant e Robert Louis Stevenson o contavam entre seus pintores favoritos, e Eugène Delacroix e Vincent van Gogh admiravam seu trabalho. Recebeu honrarias sucessivas da Legião de Honra: chevalier (1846), officier (1856), commandeur (1867), Grand officier (1880) e Grand Croix (1889). No entanto, críticos modernistas posteriormente condenaram sua precisão acadêmica. Édouard Manet supostamente descartou uma pintura de batalha com a observação de que "tudo é aço, exceto as couraças", e Edgar Degas cunhou o apelido "géant des nains" (gigante dos anões), agrupando-o com pintores posteriormente ridicularizados como "pompiers". A crítica modernista do século XX relegou-o às margens da história da arte como representante de um academicismo ultrapassado. Seu mercado permaneceu forte em vida, com obras alcançando preços enormes, embora seus gastos extravagantes com sua mansão em Paris e outras propriedades deixassem seus herdeiros fortemente endividados, levando a vendas póstumas e à produção de fundições em bronze de suas esculturas em cera para liquidar heranças. A demolição herdada por seus descendentes. Sua obra tridimensional, em grande parte desconhecida em vida, foi desde então reconhecida por sua contribuição ao gênero histórico francês do século XIX e por demonstrar seus métodos de pesquisa empírica.
Works by Ernest Meissonier
1807, Friedland
A General and His Aide-de-camp
The Card Players
Soldier Playing the Theorbo
Josefa Manzanedo e Intentas de Mitjans, Second Marchioness of Manzanedo
Bridge at Poissy (Pêcheurs à ligne)
A Painter
On a Terrace
The Defense of Paris
Alexandre Dumas son
Young Man with a Book
Musketeer
The Out-Post
Two Soldiers
Cavalry Man
A Guard
The Bibliophile
A Song
Man in a Red Cloak
Group of Cavalry in the Snow: Moreau and Dessoles before Hohenlinden
A Gentleman of the Reign of Louis XIII
1814
An Abbé
The Portrait of a Sergeant
38 works in the catalog · 24 shown
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