Artwork
The Evening of the Deluge

The Evening of the Deluge is an oil painting by the Romanticist artist Joseph Mallord William Turner. It dates from 1843 and is held in the collection of the National Gallery of Art.
About this work
Visão Geral
Medindo 76 por 76 centímetros, a obra de formato quadrado integra a coleção da National Gallery of Art em Washington, D.
A Noite do Dilúvio é uma pintura a óleo sobre tela de Joseph Mallord William Turner, datada de cerca de 1843. Medindo 76 por 76 centímetros, a obra de formato quadrado integra a coleção da National Gallery of Art em Washington, D.C., sob o número de acesso 1960.6.40, onde é exibida no West Building Main Floor, Gallery M57. A pintura pertence a uma série de obras de Turner que retratam o Grande Dilúvio bíblico e foi exposta na Royal Academy em 1843 ao lado de sua peça companheira, Light and Colour (Goethe's Theory), The Morning After the Deluge. A obra representa um momento crucial no final da carreira de Turner, demonstrando sua abordagem radical à pintura de paisagem por meio de efeitos atmosféricos quase abstratos e seu engajamento sustentado com temas bíblicos e apocalípticos.
Tema e Significado
A pintura retrata o dilúvio bíblico descrito em Gênesis 7:17-23, capturando o momento em que a escuridão começa a dominar o mundo com o início da inundação. No centro, uma esfera pálida e luminosa, seja o sol ou a lua, irradia para fora através de nuvens turbulentas, enquanto bandos de pássaros escuros descrevem arcos no canto superior esquerdo. Abaixo, uma tenda de cor vermelha escura ocupa o centro inferior, com uma figura em vestes vermelhas curvada perto de sua abertura, e outra figura recai no chão perto de uma pequena fogueira à esquerda. O plano médio mostra árvores e água refletindo luz de forma indistinta. A imagética deriva diretamente do relato de Gênesis sobre os quarenta dias e noites de inundação que destruíram toda a vida, exceto Noé e aqueles que estavam com ele na arca. Turner apresenta contornos fantasmagóricos de animais e pessoas através da chuva torrencial e das águas em ascensão, com a luz sendo progressivamente apagada pelas nuvens. A pintura carrega ressonância temática com as visões românticas sobre o poder sublime da natureza e a luta do homem para cumprir as expectativas divinas. A interpretação acadêmica observou que, mesmo nesta cena de desespero, há uma sugestão subjacente de esperança, enquanto o mar exausto serve como metáfora da luta espiritual humana. A obra faz parte de uma série mais ampla que capturou momentos antes, durante e após o dilúvio apocalíptico, com The Deluge (cerca de 1805) representando um tratamento anterior e mais figurativo, e o par de 1843 representando uma abordagem mais abstrata e atmosférica.
Técnica e Estilo
Turner executou A Noite do Dilúvio a óleo sobre tela com pinceladas soltas, espessas e intensamente trabalhadas que criam um efeito nebuloso e atmosférico com bordas indistintas em toda a obra. A aplicação da tinta dissolve as formas em vapor e brilho, com a luz irradiando para fora da esfera central. A paleta é quente e contida, dominada por tons de amarelo, marrom, verde-acinzentado, dourado suave, cinza e azul no céu, com marrons terrosos mais escuros e ocre no terreno em primeiro plano. A superfície apresenta craquelado visível. Esta técnica representa o ápice da investigação vitalícia de Turner sobre luz, atmosfera e a dissolução da forma sólida, impulsionando-se em direção à abstração enquanto mantém o conteúdo narrativo. O formato quadrado, incomum para pintura de paisagem, intensifica o simbolismo e a composição da obra. O manejo da tinta demonstra o método maduro de Turner de construir a forma por meio de atmosfera cromática, em vez de linha ou descrição detalhada, criando o que os contemporâneos consideraram desafiador, mas que os espectadores modernos reconhecem como precursor de desenvolvimentos posteriores na pintura.
História e Procedência
A propriedade documentada da pintura começa com The Reverend T.J. Judkin, de quem passou para sua esposa. Apareceu na Christie's, em Londres, em 13 de janeiro de 1872, como lote 35, sob o título The Animals going into the ark-circle, onde foi comprada por White. William Houldsworth, de Mount Charles, Ayr, Escócia, era seu proprietário em 1878 e a emprestou para a Fine Art Loan Exhibition nas Corporation Art Galleries, em Glasgow, naquele ano. Houldsworth tentou vendê-la na Christie's em 23 de maio de 1891 como The Deluge, mas foi comprada de volta. Em 16 de maio de 1896, apareceu novamente na Christie's como lote 54 e foi adquirida por Messrs. Shepherd Brothers, Londres. Charles Sedelmeyer, da Sedelmeyer Gallery, Paris, era seu proprietário em 1896 e a incluiu em sua Terceira Série de 100 Pinturas de Velhos Mestres naquele ano. Maurice Kann, de Paris, adquiriu-a e a vendeu através da Thos. Agnew & Sons, Londres, em 1900; H. Darell Brown a comprou em 1901. Na Christie's, em 23 de maio de 1924, apareceu como The Eve of the Deluge e foi comprada pela Carroll Galleries. A Howard Young Galleries, Nova York, era sua proprietária em 1926. William R. Timken, de Nova York, a adquiriu e, após sua morte em 1949, passou para sua viúva, Lillian Guyer Timken, que a legou à National Gallery of Art em 1960. A pintura foi exposta extensivamente, incluindo no Detroit Institute of Arts em 1926, no Art Institute of Chicago em 1933, no Carnegie Institute em Pittsburgh em 1938, no Museo del Prado em Madri em 1988-1989, no McMullen Museum of Art em 1996, no Kunstforum Wien em 1997, e na grande retrospectiva de Turner que viajou para Washington, Dallas e Nova York em 2007-2008, entre muitos outros locais.
Contexto
A Noite do Dilúvio ocupa uma posição significativa no final da carreira de Turner e na arte romântica de forma mais ampla. Criada em 1843, surgiu durante um período em que Turner estava cada vez mais preocupado com forças elementares, narrativas bíblicas e teorias científicas sobre luz e cor que fascinavam a cultura intelectual contemporânea. O pareamento com Light and Colour (Goethe's Theory), The Morning After the Deluge na exposição da Royal Academy de 1843 conectou explicitamente a narrativa bíblica à teoria das cores de Johann Wolfgang von Goethe, um assunto de profundo interesse para Turner. O estudioso Gerald Finley explorou essa conexão em profundidade, analisando como Turner traduziu o pigmento em luz através das lentes das teorias de Goethe. A quase abstração da obra e a dissolução atmosférica da forma colocaram-na na fronteira desafiadora da pintura britânica contemporânea, e sua história de recepção reflete atitudes críticas em mudança em relação ao estilo tardio de Turner. A entrada de catálogo de John Hayes de 1992 para a National Gallery of Art forneceu documentação acadêmica importante. A pintura foi discutida no contexto do engajamento de Turner com a ciência natural, particularmente em exposições como Endless Forms: Charles Darwin, Natural Science, and the Visual Arts em 2009, que conectou a obra a desenvolvimentos científicos contemporâneos. Seu lugar na história da arte é como um exemplo-chave do método radical tardio de Turner e de sua capacidade de fundir temas bíblicos tradicionais com procedimentos formais inovadores que antecipam desenvolvimentos posteriores na arte moderna.
Legado
A Noite do Dilúvio manteve uma posição proeminente nos estudos sobre Turner e em exposições públicas desde sua entrada na National Gallery of Art em 1960. Sua inclusão em grandes exposições internacionais garantiu visibilidade contínua e atenção crítica, desde a exposição de 1988-1989 no Museo del Prado até a retrospectiva de 2007-2008 em três grandes museus americanos e aparições mais recentes no Groninger Museum em 2017-2018 e na Bundeskunsthalle em Bonn em 2019. A vida cultural da obra estende-se através de sua reprodução em catálogos importantes e publicações acadêmicas, incluindo o catálogo raisonné autoritativo de Martin Butlin e Evelyn Joll sobre as pinturas de Turner. Seu pareamento com Light and Colour tornou-se uma referência para discussões sobre o engajamento de Turner com a teoria das cores e sua visão sintética tardia. As qualidades abstratas da pintura e sua intensidade atmosférica contribuíram para sua reputação como uma obra que fala às preocupações contemporâneas sobre catástrofes ambientais e o poder sublime da natureza, mesmo que sua narrativa bíblica específica tenha recuado em ênfase para os espectadores modernos. A atenção acadêmica e curatorial sustentada, evidenciada por sua inclusão repetida em exposições significativas na Europa e na América do Norte ao longo de mais de um século, confirma seu status como uma obra essencial para compreender a realização de Turner e a trajetória mais ampla da pintura do século XIX.
Artist & collection
Artist
Joseph Mallord William Turner was born in 1775 at Maiden Lane, Covent Garden, where his father kept a barber and wig-making shop.


















