Artwork
Trinity Altarpiece

Trinity Altarpiece is an oil painting by the Northern Renaissance artist Hugo Van der Goes. It is held in the collection of the Royal Collection.
About this work
Tema e Significado
O livro aberto no painel de Bonkil exibe o hino ambrosiano "O lux, beata trinitas", sublinhando o foco trinitário.
O Retábulo da Trindade representa a Santíssima Trindade como o Trono da Graça, com Deus Pai sustentando o corpo de Cristo e o Espírito Santo representado como uma pomba entre eles. Os painéis também incluem retratos de doadores e da realeza: um clérigo em oração identificado como Edward Bonkil, Reitor da Trinity College Kirk, acompanhado por dois anjos tocando um órgão; o Rei Jaime III da Escócia em oração com Santo André e um menino presumido ser o futuro Jaime IV; e a Rainha Margarida da Dinamarca em oração, atendida por São Jorge. A obra carrega simbolismo político e devocional em camadas. A inclusão da família real escocesa ao lado de seus santos padroeiros, André para a Escócia e Jorge para a Inglaterra, pode refletir os esforços de Bonkil para fortalecer os laços com Margarida da Dinamarca e expressar sua iconografia pessoal. O livro aberto no painel de Bonkil exibe o hino ambrosiano "O lux, beata trinitas", sublinhando o foco trinitário. O painel central presumivelmente perdido provavelmente continha uma Virgem e Criança, para quem todas as figuras teriam dirigido suas orações, unindo os reinos celestial e terrestre em um único programa devocional.
Técnica e Estilo
O Retábulo da Trindade consiste em quatro grandes painéis, cada um medindo 202 cm por 100,5 cm, executados em tinta a óleo sobre suportes de madeira de carvalho. Os painéis são construídos a partir de quatro tábuas verticais de carvalho unidas por pinos de madeira, visíveis em radiografias onde a veia dos pinos corre perpendicularmente à veia do painel. A preparação envolveu camadas finas de giz e cola animal, alisadas até um acabamento semelhante ao marfim, sobre as quais a composição foi esboçada com tinta preta diluída ou nanquim. A refletografia no infravermelho revela um desenho preparatório significativo e alterações composicionais, como o reposicionamento do rosto da Rainha Margarida e a colocação inicial de Edward Bonkil. O artista empregou folhas de ouro, prata e estanho para elementos específicos; os tubos do órgão mantêm folhas de prata bem preservadas, enquanto a base do trono, originalmente dourada, foi repintada em meados do século XIX. A auréola de Santo André foi formada usando linhas espessas de mordente a óleo para aderir a folha de ouro. As dobras douradas do rei apresentam uma base de ocre e branco, sobreposta com glazes de vermelho e vermelho-vermelho para modelar as dobras.
História e Procedência
O Retábulo da Trindade é datado de 1478 (Fonte 1) ou por volta de 1478-1479 (Fonte 5) e é atribuído a Hugo van der Goes com assistência de estúdio (Fonte 3). Provavelmente foi encomendado por Edward Bonkil, Reitor da Trinity College Kirk em Edimburgo, que é retratado em um painel e cuja família tinha laços comerciais com Bruges (Fontes 3, 4, 5). O retábulo foi feito para a Igreja Colegiada da Santíssima Trindade em Edimburgo, fundada por volta de 1460 por Maria da Gueldres (Fonte 5). O painel central presumivelmente perdido, provavelmente uma Virgem e Criança, está perdido, possivelmente destruído durante a Reforma Escocesa de 1560 (Fontes 3, 4, 5). A pintura foi registrada na igreja em 17 de maio de 1516 como um "burd" no altar-mor (Fonte 3). Após a União das Coroas, foi levada para a Inglaterra e, em 1617, apareceu na coleção de Ana da Dinamarca em Oatlands; em 1618, ela supostamente a deu ao Príncipe Carlos, que pode tê-la apresentado ao Duque de Buckingham (Fonte 3). Estava em Hampton Court por volta de 1650, e a Rainha Vitória a instalou no Palácio de Holyroodhouse em 1857 (Fonte 3). Os painéis agora fazem parte da Coleção Real Britânica e estão emprestados à Galeria Nacional da Escócia (Fontes 2, 3, 5). O Retábulo da Trindade é mantido na Galeria Nacional da Escócia como parte da Coleção Real, com o status de inventário registrado sob as posses da Coleção Real. Foi originalmente criado para a Trinity College Kirk em Edimburgo por volta de 1478 e posteriormente passou para as mãos da família real britânica após a União das Coroas, sendo documentado na coleção de Ana da Dinamarca em Oatlands em 1617. A Rainha Vitória reinstalou a obra em Holyroodhouse em 1857, e ela foi exibida em vários palácios reais antes de ser colocada em empréstimo de longo prazo na Galeria Nacional da Escócia. Os quatro painéis representam a Santíssima Trindade, um retrato do doador Edward Bonkil com anjos assistentes, o Rei Jaime III da Escócia em oração com Santo André e um menino acreditado ser o futuro Jaime IV, e a Rainha Margarida da Escócia em oração com São Jorge. O retábulo sobreviveu à Reforma Escocesa e foi posteriormente restaurado e emoldurado em 1935, com análise técnica revelando desenhos preparatórios e aplicações de folha de ouro características da técnica de Hugo van der Goes.
Contexto
O Retábulo da Trindade é universalmente atribuído ao pintor neerlandês Hugo van der Goes, com assistência de estúdio, e é datado estilisticamente por volta de 1478-1479, próximo ou pouco após seu Retábulo Portinari e por volta do tempo em que entrou no mosteiro de Rooklooster. Erwin Panofsky propôs uma vez que os painéis eram originalmente portões de órgão encomendados na Flandres por volta de 1466-1467, mas a maioria dos historiadores da arte considera-os as asas de um grande retábulo cujo painel central, provavelmente uma Virgem e Criança, possivelmente nunca foi concluído pelo próprio Van der Goes, está perdido. Max J. Friedländer e Panofsky consideraram o painel de São Jorge como obra de um artista diferente, possivelmente de Bruges, e os rostos do rei e da rainha são julgados de qualidade inferior e provavelmente adicionados na Escócia. O retábulo é um raro sobrevivente do iconoclasmo da Reforma Escocesa de 1560, sendo o painel central talvez destruído nesse momento. A pesquisa sobre a obra concentrou-se em seu patrono escocês, Edward Bonkil, com Lorne Campbell publicando dois estudos na The Burlington Magazine (1984 e 2001) e Elisabeth Dhanens contribuindo com uma monografia sobre Van der Goes (1998). A pesquisa de Jill Harrison em 2019 e futura reexaminou o retrato de Margarida da Dinamarca e propôs conexões com Anselm Adornes.
Legado
O Retábulo da Trindade é reconhecido como um raro sobrevivente do iconoclasmo da Reforma Escocesa, sua sobrevivência contribuindo para sua reputação subsequente como testemunha-chave da arte religiosa neerlandesa do final do século XV na Escócia.
Após a União das Coroas em 1603, os painéis entraram nas coleções Stuart, registrados pela primeira vez em 1617 com Ana da Dinamarca em Oatlands e posteriormente em Hampton Court, antes de retornarem à Escócia no século XIX. A Rainha Vitória instalou a obra em Holyroodhouse em 1857, alinhando-a com a pintura de retratos reais escoceses e reforçando seu significado cultural como um artefato dinástico.
Sua complexidade técnica e iconográfica sustentou o interesse acadêmico, com análises notando as inovações composicionais de Hugo van der Goes e as técnicas de desenho preparatório e metalpoint em camadas do painel como formadoras para a pintura neerlandesa posterior.
Artist & collection
Artist
Hugo van der Goes (c. 1430/1440 – 1482) was a Flemish painter who was one of the most significant and original Early Netherlandish painters of the late 15th century. Van der Goes was an important painter of altarpieces…


















