Artwork

Asmodea

Asmodea, by Francisco de Goya, oil, 1819
Asmodea, by Francisco de Goya, oil, 1819

Asmodea is an oil painting by the Romanticist artist Francisco de Goya. It dates from 1819 and is held in the collection of the Museo del Prado.

About this work

É uma das 14 "Pinturas Negras" feitas nas paredes de sua própria casa perto de Madrid.

Goya pintou Asmodea com tinta a óleo no início dos anos 1820. É uma das 14 "Pinturas Negras" feitas nas paredes de sua própria casa perto de Madrid. Ele trabalhou em desespero, sem compradores em mente.

Aqueles enormes murais eram selvagens e sombrios. Ele pintou diretamente sobre o reboco, não em tela. Ninguém pediu por eles, ele simplesmente cobriu as paredes enquanto morava lá.

Procure o próximo passo: impasto técnica.

Assunto e Significado

A obra retrata duas figuras em voo, um homem e uma mulher, pairando sobre uma paisagem dominada por uma grande montanha com edifícios no topo que lembram um templo ou uma praça de touros. Abaixo, soldados franceses apontam para um grupo de viajantes, possivelmente refugiados fugindo da Guerra Peninsular. O título Asmodea, atribuído por Antonio Brugada, provavelmente faz referência ao rei demônio Asmodeus do Livro de Tobias, simbolizando a destruição causada pela luxúria ou pela ira. No entanto, interpretações alternativas sugerem que a cena ilustra o mito grego de Prometeu sendo levado por Atena para as Montanhas do Cáucaso, ou simplesmente mostra bruxas em voo semelhantes aos Caprichos anteriores de Goya. Alguns estudiosos argumentam que a figura vestida de escuro que aponta para a montanha representa Asmodeus, enquanto a companheira de manto vermelho pode ser uma vítima como Sara. A justaposição de uma guerra realista com figuras aéreas fantásticas cria uma narrativa enigmática que reflete a turbulência política e o vício humano.

Técnica e Estilo

Originalmente executada como afresco diretamente sobre o reboco das paredes do andar superior da Quinta del Sordo, a obra foi criada usando tinta a óleo aplicada sobre uma versão anterior da cena. O registro superior apresenta uma aplicação muito leve de pigmento, contrastando com a seção inferior onde a tinta é aplicada mais espessamente com toques distintos de luz. Goya empregou uma paleta cromática restrita típica das Pinturas Negras, utilizando pretos, tons terrosos, ocras e vermelhos, acentuados por matizes azul-acinzentados para criar perspectiva atmosférica na paisagem distante.

Em 1874, o mural foi transferido da parede para a tela pelo restaurador Salvador Martínez Cubells sob encomenda de Émile d'Erlanger. Esse processo envolveu fotografar a obra original in situ antes da remoção física e montagem em um novo suporte. A composição utiliza um dispositivo visual elíptico para distorcer a perspectiva, trazendo o manto da figura masculina para frente para parecer mais próximo do espectador do que sua companheira feminina.

História e Procedência

Francisco Goya pintou Asmodea (também chamada Visão Fantástica) diretamente nas paredes de sua casa, a Quinta del Sordo, entre 1819 e 1823, como parte de sua série das Pinturas Negras. A obra foi criada em tela pendurada na parede do andar superior à direita da porta, de frente para a parede onde Las Parcas foi pintada. Em 1873, a casa foi comprada pelo banqueiro francês Émile Baron d'Erlanger, que encomendou ao restaurador Salvador Martínez Cubells a transferência da pintura para tela em 1874; ele pretendia vendê-la na Exposição Universal de Paris de 1878, mas posteriormente a doou ao Museo del Prado em 1881. A pintura retrata duas figuras aéreas, um homem em roupas escuras apontando para uma montanha com um edifício circular, e uma mulher em vestido branco coberto por um manto vermelho-rosa, acima de uma paisagem que inclui uma cena de guerra com soldados franceses apontando para refugiados, possivelmente refletindo eventos da Guerra Peninsular. O título Asmodea foi atribuído posteriormente pelo amigo de Goya, Antonio Brugada, e provavelmente faz referência ao demônio Asmodeus do Livro de Tobias, embora alguns estudiosos o vinculem a Prometeu ou à mitologia grega. A obra permanece em exibição permanente no Museo del Prado. Originalmente pintada diretamente nas paredes da Quinta del Sordo em Madrid entre 1819 e 1823, a obra foi transferida do reboco para a tela em 1874 por Salvador Martínez Cubells. Essa restauração foi encomendada por Émile Baron d'Erlanger, que havia adquirido a casa em 1873 com a intenção de vender a série na Exposition Universelle de 1878 em Paris. Quando as pinturas não atraíram compradores, d'Erlanger as doou ao Museo del Prado em 1881, onde a obra permanece em exibição permanente até hoje. A pintura está atualmente catalogada na coleção de Pinturas Negras do Prado, embora nenhum número de inventário específico seja fornecido nas fontes disponíveis.

Contexto

Francisco Goya criou Asmodea (também chamada Visión fantástica) como uma das 14 Pinturas Negras, uma série de obras executadas diretamente nas paredes de sua casa, a Quinta del Sordo, entre 1819 e 1823. O afresco mostra duas figuras aéreas acima de uma paisagem dominada por uma grande montanha de topo plano; a mulher cobre parte do rosto com um manto vermelho-rosa enquanto o homem aponta para uma cidade na montanha e giros para soldados franceses em primeiro plano, uma cena que lembra a imagem de guerra anterior de Goya. A obra foi posteriormente transferida para tela por Salvador Martínez Cubells na década de 1870 e entrou para o Museo del Prado, onde permanece em exibição permanente. Críticos vincularam as figuras ao demônio Asmodeus do Livro de Tobias, a Prometeu ou ao mito do Cojuelo, além de notar a mistura de voo fantástico, realismo de cena de guerra e composição elíptica que distorce a perspectiva.

Legado

Asmodea, também conhecida como Visão Fantástica, é considerada uma das obras mais enigmáticas da série das Pinturas Negras de Goya e de sua obra mais ampla. O título da pintura originou-se do inventário póstumo dos pertences de Goya feito por Antonio Brugada, após o qual sucessivos críticos vincularam suas figuras aéreas ao demônio Asmodeus do Livro de Tobias, ao mito de Prometeu carregado por Minerva, à lenda de Ícaro, ou simplesmente a bruxas que lembram os Caprichos e Disparates anteriores de Goya. Valeriano Bozal comparou sua iconografia de forma desfavorável ao tratamento de Rembrandt do tema de Tobias, questionando a leitura tradicional. A obra foi transferida da parede para a tela em 1874 por Salvador Martínez Cubells por encomenda do Barão Émile d'Erlanger, que a doou ao Museo del Prado em 1881, onde permanece em exibição permanente ao lado do restante das Pinturas Negras.

Pilgrimage to the Fountain of San Isidro
Pilgrimage to the Fountain of San Isidro, Francisco de Goya

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Francisco José de Goya y Lucientes was a Spanish romantic painter and printmaker.

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